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Saiu da cadeia, foi ao culto e morreu esfaqueado PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Eduardo PG
Sáb, 20 de Junho de 2009 10:43
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NelsinhoSegundo informações de testemunhas, Diedié entrou no templo religioso, portando uma faca, se aproximou de Nelsinho e o intimou a ir para a parte externa. Após um curto espaço de tempo de discussão em voz baixa, Jonas deu um golpe de faca no pescoço de Nelson Otaviano. A facada certeira chegou a transpassar o pescoço do rapaz, que foi socorrido ao Pronto Atendimento de Caratinga.

De acordo com o médico plantonista, Nelsinho morreu antes de ser atendido. O rapaz morto havia deixado o Presídio de Caratinga um dia antes, na última terça-feira, 16, onde esteve preso por três meses devido seu envolvimento no tráfico de drogas.

Familiares afirmaram que o motivo do crime pode ter sido passional, já que Nelsinho mantinha um relacionamento com a ex-namorada de Jonas. Situação, que segundo parentes, gerava desconforto e ciúmes. Havia ameaças de matá-lo assim que saísse da cadeia.

Além disso, Jonas de Paiva afirmava que Nelsinho lhe devia R$ 40,00 da compra de drogas.

PRISÃO


Após mais de 12 horas de rastreamento, equipes da Polícia Militar, sob o comando do Capitão Luiz Marinho, conseguiram capturar Jonas, que estava na zona rural de Inhapim, no Córrego dos Januários.

Durante a prisão, ele não esboçou qualquer tipo de reação. “Ele confessou a autoria do crime e por algumas vezes chegou a mencionar que havia uma dívida de drogas no valor de R$ 2mil, mas em alguns momentos negava que o crime tivesse sido motivado por esta dívida”, explicou o militar.

Em entrevista, Jonas se mostrou em um primeiro momento indisposto a falar sobre o assunto, mas em seguida afirmou que conhecia Nelsinho há muito tempo, e que ele estava sendo ameaçado de morte, devido a algumas confusões envolvendo drogas. Afirmou ainda que se não matasse, iria morrer.

Já nos bastidores da reportagem, Jonas negou que o motivo do crime teria sido passional. Segundo ele, a ex-esposa de Nelsinho, com quem a vítima tem uma filha de três anos, hoje vive com ele, há cerca de três anos. Mas confessou que se incomodava, já que a vítima por muitas vezes mexia com sua companheira, com quem tinha planos de se casar ainda este ano.
Indagado sobre um possível arrependimento, Jonas respondeu: “Me arrependo, ninguém tem o direito de matar ninguém, mas se não matasse iria morrer. Agora está nas mãos de Deus”, destacou.

Fonte: Portal Caparaó


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